“La propensión de la Argentina al error” El diario brasileño calificá al país como “desarrollado pero en ret roceso”

A forte propensão da Argentina ao erro

  • A situação requereria uma política de choque, com juros elevados, corte de gastos e flutuação do peso. Mas Cristina prefere denunciar a ação de “especuladores”

EDITORIAL

Publicado:28/01/14 – 0h00

Uma das dez maiores economias do mundo no início do século passado, com uma renda per capita equiparável às da França e Alemanha, superior às do Japão e Itália, a Argentina intriga historiadores pelo ineditismo de ter sido um país desenvolvido que retrocedeu.

É certo que não haverá uma explicação única para a tragédia, só possível de ser analisada com o uso de conceitos multidisciplinares, da economia, da ciência política, da antropologia.

Pois, no espaço de 13 anos, o país mergulha em mais uma crise cambial, devido a uma sucessão de erros até óbvios cometidos na política econômica deste período, cuja maior parte é dominada pelo kirchnerismo, a vertente peronista hegemônica até o programa populista do casal Néstor e Cristina começar a perder força, em função mesmo da crise que os dois semearam. Néstor, sucessor de Eduardo Duhalde, sobre o qual desabou a responsabilidade de começar a recuperar o país depois de outra tragédia, a explosão do câmbio fixo, em dezembro de 2001, enveredou pelo populismo, abraçado com entusiasmo pela mulher, sua sucessora, a senadora Cristina Kirchner.

Com o país alijado do mercado financeiro mundial, devido à impossibilidade de chegar a um acordo com todos os credores atingidos pelo calote dado devido ao fim do engessamento cambial, o casal Kirchner partiu para conhecidas heterodoxias. Câmbio desvalorizado, juros baixos, gastos públicos nas alturas — uma das maneiras mais eficazes de se fazer explodir a inflação. E quando ela acelerou os preços, o governo de Cristina passou a praticar uma “contabilidade criativa", mas sem as sutilezas com que ela é aplicada no Brasil nas contas públicas. Interveio no cálculo do índice oficial, tabelou-o em 10%, mesmo que hoje a taxa efetiva esteja próxima dos 30%. Com um governo desinteressado em dar segurança aos investidores, a economia com perda crescente de competitividade, também em função da inflação, a fuga em direção ao dólar ganhou velocidade — até porque o argentino nunca confiou plenamente no peso.

O resultado aí está: as reservas, hoje em US$ 29 bilhões, caíram mais de 40% em relação a 2011, o dólar no mercado paralelo (“blue”) está em mais de 12 pesos, enquanto a taxa oficial é de 8 pesos, mesmo assim depois de uma desvalorização de mais de 10% num único dia, quinta passada. A situação é típica: requereria um choque fiscal e monetário, corte de gastos, juros nas alturas e flutuação livre do peso. Como fez o Brasil em 1999, com êxito. E em 2003, idem. Mas é muito “neoliberalismo” para Cristina e seu jovem ministro Axel Kicillof, um peronista de esquerda. Eles preferem denunciar a ação de “especuladores”. Tanto pior para a Argentina.

em http://oglobo.globo.com/opiniao/a-forte-propensao-da-argentina-ao-erro-11419971#ixzz2rh55az3H

© 1996 – 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Acerca de Hari Seldon

Seldon nació en el 10º mes del año 11.988 de la Era Galáctica (EG) (-79 en la Era Fundacional) y murió en 12,069 EG (1EF).Es originario del planeta Helicon.Profesor de Matemáticas,crador de la PsicoHistoria.
Esta entrada fue publicada en Actualidad. Guarda el enlace permanente.